Eis que agora me pergunto: "Quem [O que] é minha paixão?". Depois de muito pensar, entendi. Minha paixão é a minha energia pessoal, única, distinta que emprego em cada coisa que faço. Mas creio que a proposta, desta carta, não é essa. Deve ser mais carnal...Então essa carta vai pra você, mocinho do outro lado da tela. Você que está há quilômetros de distância, que já "sonhamos/planejamanos" nos encontrar. E não aconteceu. Não rolou. Tudo vai ficar sempre no nosso ideário. Agora temos certeza disso. Eu voltei para o antigo caminho da minha vida. E você encontrou um novo caminho... Nossos caminhos são paralelos agora, temos plena consciência de que jamais nos tocaremos. Nunca nos olharemos nos olhos. Nunca sentiremos o cheiro e o gosto, um do outro. junto.
A maçã não é mais tão doce... ela só é doce quando, ainda, está no pé.
Ah docinho... nós humanos não podemos provar o nectar dos deuses e sairmos impunes. É melhor tudo ficar assim. Você aí [com sua vida burguesa pós moderna], e eu aqui [com a minha vida clichê e suburbana]. As coisas entre nós só foram a intelectualização da carne. Eu nunca fui uma moça de café da manhã em família, mas também não sou de lanches no meio da tarde.
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